Erin Parsons lança acervo digital com mais de 1,5 mil itens históricos de maquiagem
A maquiadora Erin Parsons criou The Makeup Archive, museu digital com produtos raros e acervo histórico de beleza aberto ao público.
A maquiadora e historiadora de beleza Erin Parsons está transformando sua extensa coleção de cosméticos raros e vintage em um museu digital de maquiagem.
Batizado de The Makeup Archive e disponível na plataforma makeuparchive.org, o projeto reúne mais de 1,5 mil produtos reunidos ao longo da última década por Parsons, ex-maquiadora da modelo Gigi Hadid. A profissional trabalhou durante três anos ao lado da arquivista Holly McGraw para catalogar, fotografar e detalhar as peças para o público.
O acervo abrange itens produzidos desde o século XVII até os anos 2000. A peça de maior valor é um batom da Max Factor que pertenceu à atriz Marilyn Monroe, arrematado por Parsons em um leilão virtual por mais de US$ 15 mil.
Entre outros destaques da exposição estão produtos fora de linha da MAC Cosmetics lançados ao longo das décadas, artigos da marca Richard Hudnut da década de 1920 e as clássicas embalagens Revlon Couturine Lipstick Dolls, dos anos 1960.
"É um verdadeiro banquete visual", afirmou Parsons sobre o acervo. A plataforma conta ainda com uma seção dedicada a publicações, onde visitantes podem consultar trechos digitalizados de centenas de livros sobre beleza, como Making Faces, de Kevyn Aucoin, Beauty Book, de Denise Nicholas, e The Artifice of Beauty, de Sally Pointer.
Paralelamente, Parsons convidou a fotógrafa Vanessa Granda e o cenógrafo Matt Cullen para produzir a primeira de uma série de "exposições temáticas", nas quais itens selecionados do acervo foram combinados e fotografados sob produção artística.
"Coleciono há muitos anos e isso acabou virando uma grande obsessão. Decidi transformar essa paixão em algo que pudesse ser realmente útil para as pessoas", explicou Parsons, que acumula mais de 6 milhões de seguidores nas redes sociais produzindo conteúdos focados na história da maquiagem.
"As informações que antes ficavam restritas a vídeos curtos agora estão organizadas e acessíveis a todos. É um recurso valioso para consumidores, maquiadores, entusiastas da beleza e até para o departamento de desenvolvimento de produtos das próprias marcas", acrescentou.
Registrado como uma organização sem fins lucrativos, o projeto representa hoje o maior acervo público e digitalizado de produtos de beleza em operação no mundo.
A iniciativa dá continuidade a projetos anteriores do setor, como a exposição temporária organizada em Nova York no ano de 2020 pela maquiadora Rachel Goodwin ao lado de Caitlin Collins e Doreen Bloch, que permaneceu aberta por seis meses na Gansevoort Street. Atualmente, contudo, não existe uma instituição física permanente dedicada exclusivamente à preservação dessa história, o que constitui o principal objetivo de longo prazo de Parsons.
"Nova York tem o Met, o MoMA, o Guggenheim e o Whitney. Precisamos também de um museu para a maquiagem. A indústria da beleza é gigantesca, mas ainda não dispõe de um espaço dedicado à sua trajetória", ressaltou Parsons. A maquiadora projeta que o espaço físico futuro inclua oficinas presenciais conduzidas por profissionais e programas de apoio à comunidade do setor.
"A maquiagem mudou a minha vida. Foi a minha válvula de escape criativo e o caminho que me levou ao sucesso profissional", declarou Parsons, que iniciou a carreira como assistente da influente maquiadora Pat McGrath antes de assumir o posto de maquiadora global da Maybelline New York em 2017. "A beleza vai muito além de algo fútil; é uma expressão cultural rica que merece um espaço de destaque."




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