Saie entra na categoria de sombras com linha inspirada nos anos 1990
A marca de cosméticos de cor Saie expande seu portfólio para sombras com a coleção SuperSuede, apostando em fórmulas nutritivas e no minimalismo dos anos 90.
Todos os olhares estão voltados para a Saie. A marca de maquiagem e cosméticos de cor, fundada por Laney Crowell, está expandindo sua atuação para uma nova categoria com o lançamento da linha SuperSuede Baked Eyeshadow. Inspirada no minimalismo dos anos 1990, a coleção estreia com uma paleta de tons neutros, composta por seis opções demi-matte (Panna Cotta, Cannoli, Biscotti, Amaretto, Dolce e Tiramisu) e cinco com brilho suave (Sorbetto, Granita, Tartufo, Gelato e Affogato). Disponível a partir de 18 de agosto nas lojas físicas e no e-commerce da Sephora, além do site saiehello.com, a coleção será comercializada em estojos compactos esféricos individuais por US$ 24 cada. O movimento reforça o papel do varejo de beleza multimarca para impulsionar novidades no setor, em uma dinâmica semelhante à observada quando a estreia da POV Beauty na Sephora testa apelo comercial do TikTok.
“Vocês pedem, nós criamos”, afirmou Crowell em entrevista à WWD. “Estamos sempre em sintonia com nossa comunidade, e nossos consumidores vinham pedindo sombras para os olhos.”
Mesmo sem receber especificações detalhadas sobre a fórmula por parte dos consumidores, Crowell contou que a marca experimentou bastante com a funcionalidade e a formulação nas fases iniciais de desenvolvimento. O resultado foi uma inovação leve enriquecida com ésteres de jojoba, esqualano e ceramidas, desenvolvida para imitar o toque macio e aveludado do camurça. O produto pode ser aplicado com a ponta dos dedos ou com o novo pincel de ponta dupla da marca, sem a necessidade de primer.
“Quando penso na Saie e na nossa comunidade, percebo que o maior elogio é sobre o quanto nossos produtos são fáceis e práticos de usar. Sob esse ponto de vista, queríamos criar uma sombra que qualquer pessoa conseguisse aplicar”, destacou Crowell. A executiva explicou que os tons opacos foram inspirados na tecnologia de baked cosmetics que consagrou os bronzeres, blushes e pós da marca, garantindo até 16 horas de fixação. Já as sombras cintilantes foram desenvolvidas para uso individual ou combinadas com as cores opacas.
Para estrelar a campanha de lançamento, a Saie escalou a supermodelo dinamarquesa Helena Christensen. Ícone da beleza dos anos 1990, Christensen compreendeu de imediato a proposta visual do projeto, segundo a fundadora.
“Tudo pareceu uma grata coincidência”, declarou Christensen à WWD. “É curioso como a forma como me sinto e vivo parece traduzida nos produtos da Saie. Adoro ver a textura real da pele, ver sardas, observar as sombras naturais ao redor dos olhos. Adoro quando as coisas acontecem assim: você se apaixona por uma marca, acaba conhecendo a fundadora — que é uma mulher incrível, inteligente e divertida —, vocês se dão super bem e começam a trabalhar juntas.”
Tanto a campanha quanto a coleção chegam em um momento em que a indústria da beleza revive o interesse pelo minimalismo dos anos 1990. No entanto, o movimento do mercado não foi o motivo principal para a escolha da estética por Crowell. “Trabalhamos nessa categoria por anos, então tivemos bastante tempo para pensar no posicionamento e no que a sombra representa para a Saie. Sempre voltávamos ao visual prático e descomplicado, que para mim traz uma forte inspiração noventista.”
“A Saie não corre atrás de tendências passageiras”, continuou Crowell. “Acompanhamos cores divertidas e interessantes, mas na maior parte do tempo nosso foco está em entregar à comunidade produtos de alta durabilidade que se destacam por conta própria.”
Sobre como a marca define em quais categorias atuar, a fundadora ressaltou que a escolha é guiada pelas demandas da comunidade. “Acredito que a sombra descomplicada reflete o pioneirismo da Saie na inovação em maquiagem e demonstra nossa capacidade de desenvolver fórmulas nutritivas para a pele. Para mim, esse é o futuro da maquiagem.”
A Saie preferiu não divulgar projeções oficiais de faturamento para a nova linha, mas classificou o projeto como seu maior lançamento até o momento. Fontes do setor, no entanto, estimam que as vendas no primeiro ano fiquem em torno de US$ 5 milhões.
Quanto aos próximos passos, Crowell indicou que novas movimentações de negócios devem ocorrer antes do fim do ano. “Temos muitos projetos em andamento”, adiantou a empresária.



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