Puig fatora € 2,35 bilhões no semestre impulsionada por maquiagem e Ásia-Pacífico
Com alta de 4,4% na receita comparável, a Puig faturou € 2,35 bi no 1º semestre de 2026, puxada pela maquiagem e expansão na Ásia-Pacífico.
A Puig registrou uma receita líquida de € 2,35 bilhões no primeiro semestre de 2026, impulsionada pelo forte desempenho da categoria de maquiagem e pelo crescimento de dois dígitos na região Ásia-Pacífico, fatores que ajudaram o grupo de beleza premium a conquistar maior participação de mercado.
O faturamento do período encerrado em 30 de junho avançou 4,4% em base comparável (like-for-like) e 2,4% nos dados reportados, acompanhando a trajetória recente do grupo em que as vendas da Puig sobem 4,1% no segundo trimestre. As variações cambiais, impactadas principalmente pela desvalorização em relação ao dólar norte-americano, reduziram o crescimento reportado em 2,1 pontos percentuais.
O EBITDA ajustado cresceu 3,2%, atingindo € 459,6 milhões, com a margem expandindo 15 pontos-base, para 19,5%. O lucro líquido ajustado subiu 5,2%, somando € 260,3 milhões, enquanto o lucro líquido reportado caiu 4,4%, para € 262,8 milhões, pressionado por custos de transações e pela base de comparação elevada de 2025, período beneficiado por receitas extraordinárias.
Jose Manuel Albesa, CEO da Puig, destacou no balanço do grupo: "A Puig entregou um primeiro semestre de 2026 consistente, ganhando participação de mercado em diversas categorias e regiões. Nosso avanço de 4,4% na receita comparável reflete a força do nosso relacionamento com os consumidores globais e o poder do nosso portfólio de marcas exclusivo."
A divisão de maquiagem foi a que apresentou a maior taxa de expansão no portfólio da multinacional espanhola, com alta de 9,1% na receita comparável, totalizando € 358,8 milhões. A marca Charlotte Tilbury ganhou 0,4 ponto percentual de participação de mercado em valor, sustentada pelo forte ritmo de sell-out e pela expansão de sua rede de distribuição na varejista britânica Boots durante o segundo trimestre.
Por outro lado, o lucro operacional do segmento de maquiagem recuou de € 12,1 milhões para € 6,5 milhões, reflexo do aumento nos investimentos em publicidade e ações promocionais para dar suporte ao crescimento contínuo de Charlotte Tilbury.
A divisão de fragrâncias e moda manteve a liderança no faturamento do grupo, representando 73% do total da receita. As vendas da categoria subiram 3,8% em base comparável, somando € 1,72 bilhão, impulsionadas pelo crescimento de dois dígitos da marca Carolina Herrera e pelo forte desempenho do portfólio de perfumaria de nicho, que inclui marcas como Byredo e Dries Van Noten.
A receita de cuidados com a pele (skincare) cresceu 2,3% em termos comparáveis, para € 278,8 milhões. A marca Uriage registrou avanço de dois dígitos em mercados-chave, mas o desaceleramento das vendas no segmento global de skincare de prestígio levou a uma retração comparável de 0,3% na divisão durante o segundo trimestre.
A região Ásia-Pacífico registrou o desempenho regional mais expressivo, com alta de 20,9% na receita, atingindo € 273,4 milhões. A Puig atribuiu o resultado à elevada demanda por fragrâncias de nicho e produtos da Charlotte Tilbury em diversos mercados asiáticos.
Na região EMEA (Europa, Oriente Médio e África), a receita subiu 2,6%, chegando a € 1,22 bilhão, enquanto as Américas também registraram expansão de 2,6%, atingindo € 859,2 milhões. As instabilidades geopolíticas e operacionais no Oriente Médio reduziram o faturamento do semestre em cerca de € 14 milhões, afetando sobretudo o canal de Travel Retail.
Para o acumulado do ano, a Puig reiterou suas projeções financeiras, prevendo que seu crescimento comparável continuará superando a média do mercado global de beleza premium, mantendo a margem EBITDA ajustada estável em relação aos níveis de 2025.
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