Revolution Beauty projeta recuperação após prejuízo e reestruturação em 2026
A marca britânica de cosméticos Revolution Beauty vê sinais de melhora no início do ano fiscal de 2027, apesar do alto endividamento e perdas em 2026.
O grupo de cosméticos Revolution Beauty informou nesta terça-feira que suas vendas apresentaram melhora no segundo trimestre fiscal. O avanço ocorre após um plano de reestruturação ajudar a empresa a superar suas próprias projeções nos primeiros três meses do ano fiscal de 2027.
Apesar do otimismo operacional, as ações da companhia caíram 8,2% em um pregão volátil, refletindo a cautela dos investidores diante do prejuízo anual e de uma dívida que equivale a quase metade do seu valor de mercado.
A empresa registrou um prejuízo operacional ajustado (EBITDA ajustado) de 8,2 milhões de libras (cerca de 11,03 milhões de dólares) no ano fiscal encerrado em 28 de fevereiro de 2026. No ano anterior, a marca havia registrado lucro operacional ajustado de 4,7 milhões de libras, antes de enfrentar uma queda de 28% nas vendas.
As ações da Revolution Beauty chegaram a despencar 13,1%, atingindo 5,3 pence durante o dia, embora tenham registrado altas pontuais de até 3,6% ao longo da sessão.
"A empresa ainda carrega um nível de endividamento relativamente alto em comparação com sua capitalização de mercado", apontou Rachel Birkett, analista da Zeus Capital. Ela acrescentou que o mercado deve focar na conversão de caixa e na necessidade de redução da dívida, especialmente após captações sucessivas de recursos.
Em 28 de fevereiro, a dívida líquida da Revolution Beauty era de 24,7 milhões de libras, frente a um valor de mercado de 53,15 milhões de libras.
De acordo com dados da LSEG, a empresa possui uma pontuação de risco de crédito combinado (CCR) de "1". O CCR avalia a probabilidade de inadimplência de uma empresa no prazo de um ano, sendo que pontuações mais baixas indicam maior risco de calote.
Para reverter o cenário desafiador, a Revolution Beauty trouxe de volta seus fundadores, Tom Allsworth e Adam Minto, em agosto do ano passado, descartando um processo de venda que estava em consideração.
Atualmente, a marca foca em corte de custos, simplificação de processos operacionais e renegociação de preços com varejistas. Enquanto o mercado britânico de beleza vê movimentos dinâmicos, como a expansão imersiva da P.Louise no varejo físico, a Revolution foca em arrumar a casa para reconquistar a confiança dos investidores.
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